Relembre recorde histórico de maior permanência no ar da Aviação de Patrulha da FAB

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 11:39

A Aviação de Patrulha é composta por aeronaves especializadas em missões de vigilância, reconhecimento e monitoramento de áreas marítimas e terrestres

No último domingo (15/02), a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou o voo mais longo de sua história na Aviação de Transporte. A missão foi conduzida pelo Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT) – Esquadrão Corsário, com a aeronave KC-30 (A330), que partiu de Nova Deli com destino a Brasília, cumprindo um voo direto de 18 horas e 45 minutos. O trajeto incluiu a travessia do Mar Arábico, do continente africano e do Oceano Atlântico.

Embora o marco na Aviação de Transporte seja recente e represente um feito inédito, a Aviação de Patrulha também acumula episódios históricos de extraordinária permanência no ar, que evidenciam, em seu tempo, elevados níveis de preparo, resistência e capacidade operacional. As tripulações do Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAV) – Esquadrão Orungan, quebraram, por duas vezes, o recorde sul-americano de duração de voo.

Em 8 e 9 de dezembro de 1961, o FAB 7013, um avião de patrulha Lockheed P2V-5 Neptune, designado na FAB como P-15, realizou um voo de Porto Alegre (RS) a Belém (PA), permanecendo 24 horas e 35 minutos no ar. Poucos anos depois, em 22 e 23 de julho de 1967, outro P-15, o FAB 7011, cumpriu uma missão entre Porto Alegre e Santa Cruz (RJ), com duração de 25 horas e 15 minutos, estabelecendo um novo recorde.

Último Voo do P-15 no Brasil

Em 3 de setembro de 1976, o Netuno de matrícula FAB 7009 realizou o último voo dos aparelhos P-15 no Brasil, na Base Aérea de Salvador (BASV). Após o pouso, o FAB 7009 foi destinado a um monumento na BASV, onde permanece como símbolo da gloriosa participação dos P-15 na história do 1º/7º GAV e da Aviação de Patrulha no Brasil. Durante sua operação na Força Aérea Brasileira, os P-15 acumularam um total de 22.761 horas de voo, sendo que o FAB 7009 foi a aeronave mais utilizada, com 2.790 horas em seus 18 anos de serviço. 

Durante os 18 meses em que o 1º/7º GAV permaneceu sem material aéreo operacional, o então Comando Costeiro (COMCOS) determinou que suas atividades fossem temporariamente assumidas pelo Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV), unidade de Busca e Salvamento (SAR) sediada na época na Base Aérea de Florianópolis (SC) e equipada com aeronaves Grumman SA-16A Albatroz. Essa medida permitiu solucionar provisoriamente a falta de equipamento na unidade até a chegada das novas aeronaves.

Ainda em 1976, o Esquadrão recebeu dois C-95 executivos (FAB 2187 e 2188), utilizados para o adestramento e capacitação dos aeronavegantes. Os primeiros P-95 entraram em voo em setembro de 1977 e passaram a operar no 1º/7º GAV em abril de 1978, trazendo novo impulso ao Esquadrão e ampliando a capacidade operacional e a independência tecnológica da Aviação de Patrulha brasileira.

Atualmente, a FAB opera dois modelos nessa função: o P-95 Bandeirulha e o P-3AM Orion, ambos reconhecidos por seu longo alcance e grande autonomia, características essenciais para missões de patrulha de longa duração.

Aviação de Patrulha

Para monitorar a área de responsabilidade do Brasil no Oceano Atlântico, a FAB conta com três Esquadrões de Patrulha ao longo da costa. As aeronaves P-3AM Orion são operadas pelo Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1°/7°GAV) – Esquadrão Orungan, sediado no Rio de Janeiro. Já as aeronaves P-95M Bandeirulha são operadas pelo Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7°GAV) – Esquadrão Phoenix, localizado em Canoas (RS), e pelo Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7°GAV) – Esquadrão Netuno, sediado em Belém (PA).

O mais antigo dos Esquadrões de Patrulha, o Orungan, é responsável por realizar as Ações de Patrulha Marítima (PATMAR), Busca e de Salvamento (SAR), Controle Aéreo Avançado (CAA), Posto de Comunicação Aeroespacial (P Com-Aepc), Reconhecimento Aeroespacial (Rec Aepc) e Antissubmarino (AS). Dentre essas, destaca-se a Guerra Antissubmarino, (do termo em inglês Anti-submarine warfare – ASW), a qual se destina a buscar, detectar, identificar, acompanhar e neutralizar ou destruir submarinos inimigos.

Texto; Tenente Johny Lucas / Agência Força Aérea

Fotos: Arquivo FAB

Fonte: Agência Força Aérea. Artigo original clique aqui

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