A Base Aérea de Santa Cruz (BASC) recebeu no dia 28 de junho de 2026, os ex-integrantes do 1º Grupo de Aviação Embarcada (1º GAE) e do 4º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação (4º/7º GAV), unidade aérea criada em substituição ao 1º GAE, para sua 62ª Ceia dos Cardeais.
Nessa data, os Cardeais recordam o pouso do primeiro P-16 Tracker em território nacional, por ocasião do traslado das aeronaves oriundas dos Estados Unidos, na cidade de Belém-PA, em 28 de junho de 1961.
Desde então, os Cardeais reúnem-se nesse dia, mesmo após a desativação do 4º/7º GAV, em dezembro de 2011, mantendo viva a tradição da Aviação Embarcada, construída ao longo de 30 anos de operação a bordo no Navio Aeródromo Minas Gerais.
Integram a Ordem dos Cardeais os pilotos que voaram as aeronaves do 1º GAE ou do 4º/7º GAV, por ordem de sagração. A lista, contendo 266 nomes, inicia-se no Tenente-Brigadeiro do Ar Rodolfo Becker Reifschneider (Cardeal 01), primeiro piloto de P-16, e termina no Major-Aviador Kaê Miranda Silva, o último dos Cardeais
Igualmente, o Esquadrão Cardeal homenageava aqueles que, apesar de não serem pilotos, prestaram relevantes serviços à Unidade, concedendo-lhes o título de Cardeal Honorário. Tal distinção foi outorgada a 95 benfeitores entre civis e militares.
A tradição ganhou tamanha relevância a ponto de ser incluída na Coletânea do Patrimônio Cultural do Comando da Aeronáutica como um dos bens culturais imateriais cadastrados da Força Aérea Brasileira (FAB), em 2024.
O evento iniciou-se com a recepção dos Cardeais pelo Comandante da BASC, Coronel-Aviador Juarez Bessa Leal, no interior do histórico hangar do Zeppelin, estrutura que abrigou as aeronaves P-16 (Tracker) e P-95 (Bandeirulha), outrora operadas pela Unidade Aérea.
Em seguida, os veteranos foram conduzidos à sala do histórico, local que guarda o acervo dos Cardeais, para a cerimônia de passagem simbólica da liderança do Esquadrão do Comandante da Base Aérea, Coronel Leal, detentor do acervo, ao Cardeal de menor número, o Tenente-Coronel Aviador Reformado José Mário Picozzi, Cardeal 68.
Ao término da cerimônia, os presentes foram posicionados em frente ao monumento à Aviação Embarcada para a foto padrão do encontro.
Após o registro, realizou-se uma breve reunião no Auditório Principal da BASC para atualizar os veteranos sobre as promoções e os cargos de comando/chefia/direção dos Cardeais numerados e honorários, bem como a situação da Aviação de Patrulha na FAB.
Finalmente, já no refeitório dos oficiais, antes de iniciar o serviço, homenageou-se os Cardeais falecidos e entoou-se, mais uma vez, a canção da Aviação Embarcada.
Como de praxe, o almoço contou com a animação das músicas do Cancioneiro, puxadas pelos Cardeais mais afinados do grupo, que foram acompanhados, com entusiasmo, pelos demais.
Marcando o final da Ceia, o coordenador, Major-Brigadeiro do Ar Carlos Eurico Peclat dos Santos, Presidente da Associação Brasileira de Equipagens da Aviação de Patrulha (ABRA-PAT), agradeceu o Comandante da BASC, Coronel Leal, e suas equipes de Comunicação Social e de Subsistência pelo apoio impecável ao evento.
Encerrados os agradecimentos, restou ao Cardeal 68, Tenente-Coronel Picozzi, restituir o bastão de comando dos Cardeais ao seu legítimo detentor, o Comandante da BASC.
Fotos: BASC.


